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1/15/2015
Insights para o varejo por Ricardo Nunes da Ricardo Eletro
A Ricardo Eletro é uma gigante varejista de loja física que também atua no e-commerce, fechando um faturamento de 10 bilhões em 2013.
O Ricardo Nunes conta a sua experiência e fala da sua confiança na equipe que atua no online.
Ricardo é uma peça em pessoa. Animado, com uma história incrível, enfrentou desafios e prosperou. A palestra dele é uma aula e vale frisar os higlights:
- Ousadia: uma placa gigante escrito "cobrimos qualquer oferta" - Tem como vender barato se tiver estratégia. O que não pode é perder dinheiro.
- Varejo físico tem que gostar de gente. Tem que sentir o cheiro do cliente.
- O pensamento do cliente é ".com" ou não é ".com"?
- Não ter vergonha de trabalhar, Lavar chão, pintar chão de loja...
- No lugar de mandar, tem que fazer junto #Liderança
- Fique longe do negativismo. Acredite no impossível e evite pessoas pessimistas.
- Ninguém dá nada pra ninguém. A vida é uma troca.
- Dar muito e receber pouco. Porque as pessoas querem dar pouco e receber muito.
- Quem tem sucesso é quem dá conta de apanhar. Quem tem couro duro.
- Entenda do seu negócio mais do que todo mundo.
- O que o consumidor está pensando?
- Foco é tudo. Não seja "Maria Vai com a outras"
- Nós lidamos com gente. Precisamos cuidar das pessoas, depois dos processos.
- Humildade não é ser tolo, é tratar as pessoas bem. A vaidade quebra o profissional.
- Abordagem: em 2 minutos você precisa saber o que o cliente quer.
- A gente precisa voltar a ser vendedor de sapato: pegar nos pés do cliente.
Assista a palestra inteira abaixo:
11/01/2012
Seria a internet o Terceiro Espaço?
Eu tenho uma teoria. Todos nós temos um vício e em breve teremos uma overdose tecnológica. Passamos da fase de checar constantemente a caixa de entrada do Outlook para esperarmos nanosegundos para checar um aviso de notificação num smartphone. (cena: O sentimento de angústia tomando conta de você enquanto deixa uma mensagem em espera).
A minha geração é formado por, digamos assim, experientes usuários de laptops, smartphones e tablets. Conseguimos desenvolver uma escala de relevância e uma fatia de tempo pré-determinada em um dia para fazermos um post no Facebook, checar 1 hora de tweets na timeline, jogar uma partida de algum aplicativo, fazer uma chamada no Skype, responder mensagens no whatsapp e dar aquela atualizada no famoso blog de gifs engraçados.
Não há dúvida que esses avanços tecnológicos já moldaram as nossas vidas e eu não estou aqui para debater os méritos dessas mudanças, mas com todos esses artigos em torno do e-commerce, que já está estabelecido e tem um faturamento anual invejável e agora a maravilha do m-commerce explodindo mundo afora, não é a toa que ninguém precise mais sair de casa. O trabalho pode ser remoto, as aulas podem ser feitas online e nem preciso falar das inúmeras redes de relacionamento achando o par perfeito pra você em cidades que você nem conhece.
Tudo isso me fez analisar o futuro do meu trabalho. Por que exatamente alguém iria investir em ambientes de varejo físico se, na superfície, o poder do comércio eletrônico e mobile é tão forte?
Por que qualquer consumidor precisa perder tempo com estacionamento, multidões, trânsito, temperaturas extremas, refeições em praças de alimentação e principalmente, com vendedores completamente irritados?
Quando a J. Walter Thompson, uma das maiores empresas mundiais de publicidade e marketing veio com a expressão "o varejo como o Terceiro Espaço" como uma tendência para a próxima década, bastou ler o report para aplaudir de pé esse conceito. Eu, como eles, acredito que muito em breve as pessoas vão ficar desesperadas por contato humano. Como seres humanos, nós precisamos da interação face a face nas nossas vidas. Temos nos segregado cada vez mais com toda essa tecnologia pessoal e em algum ponto muito em breve, veremos um efeito “bumerangue” que vai mandar as pessoas de volta para centros comerciais e pontos de contato com um vigor que nem mesmo a Black Friday pode fazer.
Tudo por consequência dessa solidão natural do nosso cotidiano que a tecnologia atual nos causa. Existe algo chamado Instinto ou Comportamento Inato que irá acionar essa necessidade por interação humana.
Eu sou um entusiasta sobre as experiências de compra in-person, mas o varejo não pode enfiar a cabeça na terra e ignorar a internet ou esses fenômenos do mobile, nem pode negligenciar o conceito multicanal agregando tecnologia e mais conveniência para a experiência do shopper na loja. No entanto, todos nós ainda precisamos do contato humano, precisamos sair do sofá, da cadeira, da mesa, da cama e ir fisicamente exercer trocas, e uma delas é a compra.
O tal do "Terceiro Espaço", conceito que já foi reivindicado pelo Starbucks, fazia muito sentido naquele momento. A cena perfeita: pessoas jogadas em sofás e poltronas enormes, tomando baldes de café e socializando! Mas basta ir hoje a qualquer loja da Starbucks e ver que a maioria das pessoas estão mexendo em laptops, iPads ou Galaxys e não falam com ninguém.
Eu não tenho muita certeza se os pontos de internet sem fio, todos livres, são a melhor das idéias quando se quer promover interação humana. (cena: imagine o café do seriado Friends nos dias de hoje).
No entanto, o ambiente físico do varejo, se feito corretamente, pode promover a interação humana e, ao mesmo tempo, promover a lealdade à marca muito além dos likes do Facebook e check-ins no Foursquare.
A qualquer momento as pessoas vão estar desesperadas por contato humano e não vai ser nenhuma surpresa pra mim se o balcão da padaria do bairro estiver mais cheio de clientes fiéis do que os cafés de grifes italianas que tanto te convenceram a permanecer online.
Para saber mais sobre o Terceiro Espaço: leia "The Great Good Place" de Ray Oldenburg.
Se quiser arriscar o Quarto Espaço: acompanhe a discussão no http://www.dynamicexperiencesgroup.com/TheFourthPlace.html
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Graduado em Marketing com especialização em Shopper Insights e Visual Merchandising. Atua com pesquisa e diagnóstico de programação visual, mix assorting e gerenciamento de categorias.
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